30 ago

Rodrigo Cunha e as mudanças no mercado editorial

As recentes notícias sobre a descontinuidade de alguns títulos da Editora Abril e da Editora Escala agitaram o mercado editorial.

No meio desse tsunami de novidades, a B4Tcomm convidou o Publisher da RAC Mídia, empresa que edita a revista Viajar Pelo Mundo e outras customizadas, para responder 4 perguntas que poderão orientar sua empresa a como seguir investindo e confiando nas revistas.

1) O mercado editorial brasileiro vem passando por transformações significativas nos últimos anos. Qual sua avaliação desse mercado hoje?

Rodrigo Cunha: Não é segredo para ninguém que o número de leitores vem caindo ano após ano, mas acredito, que assim como os livros, as revistas possuem o seu valor e terão o seu espaço no futuro. O número de leitores fieis caiu, fato, mas ao mesmo tempo, a nova geração vem, aos poucos, tendo acesso ao meio revista. É preciso entender cada vez mais o hábito de consumo e saber que aqueles números de 10 ou 20 anos atrás nunca mais serão atingidos, mas que o espaço existirá para aqueles que entenderem o seu negócio a fundo. A abertura de pontos alternativos, como cafés, postos de gasolina, supermercados, pequenos empórios e as próprias livrarias, vem mantendo as vendas e conseguindo garantir que o produto chegue nas mãos de quem interessa. É fato que outras mudanças estão por vir, como por exemplo, as que estão sendo feitas nas famosas “bancas de lata”, aquelas que encontramos nas calçadas. Hoje em dia elas não vendem apenas revistas e jornais, mas se tornaram pequenas lojinhas de mil e uma utilidades.
 
Mas a maior mudança, sem dúvida, ainda está por vir. A recente notícia da recuperação judicial do Grupo Abril, para muitos caiu como uma bomba no setor, mas para nós, que vivemos o dia a dia, era uma tragédia anunciada e que, sinceramente, demorou para acontecer. Não cabe mais aquele antigo modelo de gestão, redações inchadas e a famosa prepotência de quem se julga acima de todos. Infelizmente perdemos boas revistas, deixamos de ter acesso, pelo menos no meio impresso, a conteúdos interessantíssimos e que farão falta, sem dúvida alguma. Quantos amigos, profissionais competentes estão no mercado à procura de novas oportunidades! Mas de novo, era uma tragédia anunciada.
 
Poucas pessoas sabem, mas outra empresa do grupo, a Total Express, antiga DINAP, era quem detinha o quase monopólio da distribuição de revistas no Brasil. Para entender de forma resumida, quase 100% dos editores, independentemente do tamanho, entregavam para a Total seus produtos e ela se responsabilizava pela distribuição em todos os pontos de vendas do Brasil. Com a Recuperação Judicial anunciada e a dificuldade em receber os pagamentos que vinham se arrastando há anos, muitos editores estão buscando alternativas e aprendendo que é possível viver sem ela. Com isso uma nova cadeia de distribuição está sendo montada e mais do que isso, estamos todos aprendendo a fazer o negócio, cada um do seu jeito e dentro de suas necessidades e interesses. Um aprendizado e tanto, que no meu entendimento, só fará bem a todo o setor. 
 

2) Impresso e digital ainda disputam audiência ou os públicos já estão definidos e segmentados? Quem consome o quê?

Rodrigo: Não diria que disputam audiência. Tenho a certeza que cada meio tem a sua audiência e que em alguns momentos elas podem se sobrepor. De novo, e sem querer ser redundante, precisamos entender do nosso negócio. Não somos uma editora que faz revistas, mas sim uma empresa que gera conteúdo. Parte dele pago, óbvio, mas uma boa parte livre. O público que consome nossos conteúdos digitais tem um perfil mais jovem, mais imediatista e que gosta daquela notícia rápida, resumida e objetiva. Já o impresso vai em busca da informação, do conteúdo aprofundado e quer saber dos detalhes. Cada um tem o seu espaço, a sua forma de consumo e nós temos que arrumar um jeito de entregar o que eles querem, da forma que querem e ainda pensar como rentabilizar tudo isso. O que buscamos incansavelmente é uma plataforma sólida e de propriedade nossa. As mídias sociais mudam demais. Eu vivi a época do Orkut, que acabou, e hoje o Facebook não entrega 10% do que entregava no passado e quem sabe daqui 2 ou 3 anos estaremos chegando a mesma conclusão com o Instagram. Por isso, investimos forte em nosso site e nossos canais próprios, que vão se moldando às tendências e ao que o consumidor digital vem buscando. 
 

3) Num passado bem recente, disseram que o impresso iria sumir e que tudo seria digital. Que a internet reinaria absoluta e acabaria com o mercado editorial tradicional como os jornais e as revistas. Hoje sabemos que essa profecia não se concretizou e que alguns veículos, como a Viajar pelo Mundo, vêm ganhando mais espaço nos pontos de venda físicos e aumentando sua distribuição nacionalmente. A que você atribui esse crescimento e reconhecimento?

Rodrigo: Isso aqui é um pouco o que eu disse lá em cima. Os livros estão ai, claro que não temos leitores de livros como tínhamos há 20 anos, mas tanto os jovens quanto os mais velhos os consomem, certo? 
Com as revistas vêm acontecendo a mesma coisa, pelo menos no nosso caso. Os números da Viajar não nos impressiona, pois sabemos exatamente o que estamos fazendo e onde queremos chegar. Com a saída da Viagem e Turismo do mercado no último mês de agosto, aumentamos em quase 20% a nossa tiragem para a edição de Setembro, na expectativa de nos consolidarmos, ainda mais, como líderes do segmento. Aumentamos as praças de distribuição e estamos indo para locais que não íamos há mais de 2 anos. 

Nossa missão sempre foi entregar um conteúdo com excelência. Tudo que é publicado na Viajar é de fato viajado, na nossa redação o Google só funciona para pesquisas menos relevantes e no máximo checar uma informação. Nós visitamos os lugares e os leitores percebem isso. Como disse, não cabe mais amadorismo! Nossos leitores são exigentes e querem conteúdos sérios e com relevância. A Viajar Pelo Mundo é uma revista séria, não existe copiar e colar em nossa redação, somos uma revista auditada pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), pagamos por isso e entregamos o melhor que podemos fazer. 

Um ponto importante, e que começaremos a bater forte na tecla, é que precisamos incentivar o mercado a exigir o selo do IVC no meio revista. O custo de filiação é pequeno, não chega a R$ 300,00 por mês e o mercado PRECISA exigir isso dos meios impressos. Um anunciante precisa exigir que a revista entregue, de fato, o que ela promete e o IVC é a única garantia que ele tem para isso. Andam dizendo por ai que imprimem 10 vezes mais do que o real e isso não pode acontecer, afinal, o setor como um todo sofre e sem dúvida, atualmente, esse é o nosso maior risco. Afinal, você investe o seu dinheiro com uma promessa, mas na realidade o resultado será 10 vezes menor do que o prometido. 
 

4) O leitor de revista também se influencia pelos blogs de viagem? Como você vê a diferença entre esses canais?

Rodrigo: No passado ouvi dizer por ai que blog e revista eram concorrentes. Atualmente são mais de 2.000 blogs de turismo no brasil, algo surreal. Costumo brincar que a revista só vende bem porque a maioria dos blogs são ruins…rs. Na minha opinião, menos de 5% são bons blogs e talvez desses, menos de 50% conseguem ganhar direito a ponto de pagar as suas contas com o blog. Conhecemos uma boa parte desses bons e alguns nos ajudam a construir, mensalmente, a Viajar Pelo Mundo como colaboradores. Tenho muitos amigos blogueiros, mais do que editores de revistas, por exemplo. 

Acredito que exista uma troca saudável de leitores e interessados tanto nos blogs como nas revistas. É uma relação saudável para os dois lados.

06 ago

“Viagens que Transformam” é o tema do próximo DEB4TE Lifetalks

Autor do livro “Minha Vida, Meu Caminho – Santiago de Compostela” é o convidado do evento.

Sabe aquela viagem que traz um novo significado para sua vida? Que te dá um novo Norte? Que abre sua mente e, principalmente, seu coração para novas experiências? Aquela viagem que encerra ciclos e aponta novos caminhos? Esse é o tipo de viagem que inspirou o tema do próximo DEB4TE Lifetalks, que acontecerá na Casa do Saber, em São Paulo, no dia 22 de agosto, às 19h.
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29 jun

4 Perguntas – Sylvia Barreto

No último dia 20 de junho, a B4Tcomm estreou um novo ciclo de eventos chamado DEB4TE Lifetalks. A primeira edição, que aconteceu na Casa do Saber, em São Paulo, abordou um tema importante para a indústria do Turismo e abriu a discussão entre os participantes, que compartilharam em suas redes sociais e se juntaram nesse papo. A imprensa do trade também esteve presente e apresentou sua visão em ótimas reportagens, com destaque para a revista Hotelnews.
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18 jun

Travel Lifestyle Network se encontra em São Paulo

As agências de RP que fazem parte da TLN , rede internacional de agências de comunicação independentes e líderes de segmento, fundada para trabalhar sem dificuldades além das fronteiras e liderar o intercâmbio constante do mercado, estiveram reunidas em São Paulo, na última semana, para seu encontro anual. Os integrantes da África do Sul, Alemanha, Austrália, Canadá, Chile, China, Estados Unidos, França, Inglaterra e México foram recebidos pela B4Tcomm .
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01 jun

4 perguntas para Ike Levy

O fotógrafo e influenciador digital Ike Levy, pai da Nina e do Tony, é colunista da Revista VIP, embaixador de algumas marcas de lifestyle e editor do Fotografilhos, perfil que traz a paternidade ao primeiro plano das responsabilidades.

Ike participou de nosso último Encontro B4Tcomm, realizado em novembro do ano passado, como um dos debatedores do painel “Diga-me quem influencias e saberei quem és”. Entre um compromisso e outro, bateu um papo com nosso blog.

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28 maio

B4Tcomm lança DEB4TE Lifetalks

Evento promete apresentar assuntos para aprimoramento pessoal e profissional.

De formato intimista, curta duração e conversas diretas, o DEB4TE Lifetalks, criado pela B4Tcomm, agência de comunicação que há mais de 10 anos atua nos mercados de Turismo e Lifestyle, é um evento para discutir assuntos relevantes, seja do ponto de vista pessoal ou profissional. Nele, o tema é debatido abertamente e apresenta soluções práticas para o dia-a-dia dos participantes, empreendedores e profissionais de qualquer área de atuação. “A proposta do evento é trazer insights para melhorar a relação das empresas com seus clientes, entre colegas de trabalho e das pessoas consigo mesmas”, afirma Alberto G. Martins, diretor da agência.
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15 maio

Tempo e Investimento: fatores de sucesso na construção de uma imagem

As aulas de administração abordam muito a relação Tempo X Investimento. O marketing também avalia constantemente essa equação e com ela vem outra pergunta: qual o retorno obtido com isso? Com certeza você já deve ter se deparado com o diagrama da foto, que exemplifica muito bem algumas possibilidades de resultados.
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09 maio

4 Perguntas – Rodrigo Stocco fala sobre Imprensa e Redes Sociais

Era 2012 quando a Renase Eventos contratou a B4Tcomm pela primeira vez para cuidar da sua comunicação, focando o relacionamento com a imprensa e a gestão de suas redes sociais. De lá pra cá, a organizadora de eventos, viagens de incentivo e montadora de estandes cresceu, testou outras agências de comunicação, conquistou novos clientes e decidiu nos recontratar.

Desde 2017 voltamos a cuidar da comunicação da Renase e convidamos um de seus diretores, Rodrigo Stocco, a responder nossas “4 Perguntas”.

Se você ainda tem dúvidas das vantagens de contratar uma assessoria de imprensa e marketing digital para sua empresa, leia nosso bate-papo. É curtinho e cheio de informações bacanas 😉
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04 maio

Assessoria de Imprensa: por job ou contrato mensal, o que é melhor?

Os serviços de assessoria de imprensa, amplamente apresentados aqui em nosso blog, podem ser contratados por um período específico, curto. Mas será que vale a pena?

A assessoria de imprensa é só uma das ferramentas de comunicação para a construção da imagem de uma empresa ou pessoa e não deve, em hipótese alguma, ser considerada como a única. Não se pode esquecer da publicidade, do marketing digital, dos eventos e da geração de conteúdo para construir uma reputação de bases sólidas, firmes e capazes de aguentar os solavancos do destino. Isso leva tempo, dedicação e envolvimento. Em nosso e-book, que você pode baixar gratuitamente aqui, exploramos bastante isso.
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20 abr

O hábito da leitura na criação do repertório de porta-vozes

O blog da B4Tcomm, em comemoração ao Dia Mundial do Livro, celebrado no próximo dia 23 de abril, de acordo com o calendário da UNESCO, conversou dessa vez com Andréa Kogan.
Andréa é graduada em Letras (língua e literatura inglesa), é Mestre em Turismo e Doutora em Ciência da Religião. Em 2017, leu cerca de 120 livros – uma média de 10 livros por mês! – e publicou um ranking dos melhores e piores em seu blog Páginas da Relva.
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