11 set

A reinvenção da imprensa

Já não é de hoje que escutamos que a imprensa está mudando a maneira como se relaciona com seus leitores e também como se posiciona entre os mundos on e off-line.

Recentemente a revista Quem Acontece, da Editora Globo, anunciou que deixaria de imprimir a revista semanal, dedicando-se apenas aos canais digitais, onde pretende crescer 25%, além de eventos proprietários e patrocinados. Jornais e revistas, de maneira geral, vêm se reinventando diariamente e tentando manter seu número de páginas e cadernos, o que nem sempre acontece já que a publicidade, que é quem basicamente bancava os impressos, também mudou.

O impacto da revolução tecnológica, depois de quase trinta anos, ainda deixa de cabelos em pé publishers e editores dos outrora chamados “veículos tradicionais”. Mas será que dá pra ser só uma coisa ou outra? Absolutamente não. A mesma revista QUEM, agora 100% digital, não abandonou o mundo off-line com os eventos que organiza e patrocina. Um outro exemplo é a excelente GIZ Brasil, uma revista – ou artbook, como se posicionam – lançada há cerca de um ano, que primeiro nasceu impressa (com mais de 300 páginas!) e depois se multiplicou digitalmente com site e redes sociais integrados, e parte para sua quarta edição, firme e forte, com ainda mais páginas e anunciantes. Para não descartar o esforço dos jornais, o Estadão tem o Estadão Expresso (foto), distribuído gratuitamente nos semáforos, fazendo frente aos já posicionados Metro e Destak, mas que também têm seus portais. Só que diferentemente desses dois, 80% das páginas do Estadão Expresso trazem publicidade, o que deixa claro a estratégia de marketing do veículo e anunciantes.

Navegando na internet em busca de informações sobre o furacão Irma, deparei-me com uma mensagem que é incluída ao final de cada notícia do The Guardian , onde eles procuram sensibilizar o leitor a se tornar um mantenedor do veículo! Com isso, enterram os antigos assinantes e os transformam em brand lovers fazendo com que contribuam financeiramente – e regularmente! – para a continuidade da linha editorial independente e relevante, e também para a existência do veículo. Apesar de ainda oferecerem oportunidades para anúncios no site do jornal, a relação com o leitor, colocada de forma direta, clara e transparente, sobe de categoria assim como força do Irma na última semana.

E como aproveitar o melhor dos dois mundos? Alinhando as estratégias de marketing para que sua marca transite nos canais on e off-line simultaneamente e integradamente. Não podemos mais pensar em Publicidade e Assessoria de Imprensa separadamente. É primordial que haja uma integração dessas duas áreas no plano de comunicação das empresas. E logo!

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