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Comunicação no Turismo: o que podemos aprender com os resultados da pesquisa do Datafolha

A edição do domingo 27 de agosto de 2017 da Folha, trouxe como matéria de capa da revista São Paulo os resultados de uma pesquisa feita pelo Datafolha com 1.646 moradores da capital paulista, das classes A e B, que viajaram nos últimos 12 meses para outros Estados do Brasil e para o exterior. As entrevistas aconteceram entre os dias 16 e 26 de junho desse ano e fazem parte do painel “Viaja sãopaulo”.E o que podemos perceber por meio das respostas desses entrevistados?

A primeira impressão é que estão ali as marcas que mais investiram em comunicação – seja em publicidade, assessoria de imprensa, relacionamento com influenciadores digitais, participação em feiras e eventos ou produção de conteúdo – mesmo que a participação nos resultados não seja tão expressivo. Exemplifico: somente 6% dos entrevistados citaram uma empresa de seguro viagem nas respostas. Será que os outros 94% viajaram sem essa proteção, não lembraram que seguro contrataram ou nem souberam que viajaram com esse benefício, geralmente empacotado pelas agências e operadoras de turismo? Tomando-se em conta que a seguradora em questão é a Porto Seguro – reconhecidamente forte principalmente nos segmentos de automóveis, residências e vida – fica evidente que as especialistas no segmento viagem estão investindo em outro público que não o turista. Se considerarmos as casas de câmbio, o índice de respostas é ainda menor: 4%. E onde andam comprando moeda estrangeira os outros 1.580 entrevistados?

Desde que fundamos a B4Tcomm, há quase 10 anos, trabalhamos para que o mercado de Turismo e Viagens entenda a importância de uma comunicação constante e efetiva com os diversos públicos que se relacionam. Não queremos entrar no mérito do que vale mais a pena para a construção da imagem de uma empresa e como deve ser as estratégias de sua comunicação corporativa – temas para futuros posts – mas questionamos se as empresas desses segmentos, como também hotéis, resorts, cruzeiros marítimos, companhias aéreas, locadoras de veículos, restaurantes, parques temáticos e outras tantas estão cuidando de sua comunicação como deveriam. O próprio Datafolha reconhece: “A taxa média de entrevistados que não conseguem apontar os melhores players em 50 categorias ultrapassa 30%, um escore elevado considerando-se as características de perfil do universo(….) Em alguns itens a dificuldade em responder ultrapassa o patamar de 70%.” E conclui: “Em algumas categorias contudo, a combinação de relevância e comunicação adequada gerou retenção.”

Um sábio ditado popular diz que “contra fatos não há argumentos”. Ainda assim, empresas relutam em investir no marketing de suas empresas e outras até desconhecem o excelente ROI (return on investment) que isso pode trazer para suas marcas no médio e longo prazos. Mas o imediatismo sempre aparece para boicotar os planos, não é mesmo?

Estamos entrando numa época do ano onde a grande maioria está (ou pelo menos deveria estar) planejando o ano de 2018, prevendo investimentos e antecipando necessidades, problemas e pequenas crises. Quantos consideraram investir em comunicação e quanto? Nos resultados da próxima pesquisa “Viaja sãopaulo” nós saberemos.

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